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Socorro médico ainda na primeira hora ajuda a evitar sequelas e mortes


Ortopedista e pediatra explicaram como auxiliar uma vítima de acidente.
 
Veja três passos para reconhecer um AVC e como improvisar uma 'tipoia'.
 
Agir corretamente em uma situação de emergência não é fácil. O estresse do momento e o medo de piorar ainda mais o estado da vítima podem atrapalhar muito o socorro, por isso é preciso tentar manter a calma e a razão.
 
Essas dicas valem tanto em caso de infarto quanto de derrame, acidente de trânsito ou fratura óssea. Segundo o ortopedista Luiz Batata e a pediatra Ana Escobar, reconhecer um acidente vascular cerebral (AVC) é fundamental para evitar sequelas e mortes. No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de óbitos.



Para identificar um AVC, existe um teste rápido e fácil, que pode ser feito em qualquer lugar. Primeiro, peça para a pessoa sorrir. Se um lado ficar um pouco torto, é sinal de problema.
 
O segundo passo é solicitar para que o indivíduo levante os braços por 10 segundos. Se um deles começar a cair, significa que um lado está mais fraco que o outro.
 
Em terceiro lugar, peça para a pessoa repetir uma frase, como "O dia está lindo 
lá fora". Se ela não conseguir, leve-a imediatamente para o hospital.
 
Os médicos também destacaram a importância de ajudar a vítima na primeira  hora – a chamada "hora de ouro" – após o trauma. E qualquer um pode fazer  isso, desde uma criança até um idoso.
 
As chances de sobrevivência aumentam muito quando o paciente é atendido nesse período inicial. Em caso de AVC, a cada minuto sem socorro médico, as chances de recuperação diminuem consideravelmente.
 
• Quem chega ao hospital na primeira hora: de cada duas pessoas, uma fica   totalmente sem sequelas
• Quem chega em 1h30: de cada quatro, uma se recupera totalmente
• Quem chega em 3h: de cada sete, uma se recupera
• Quem chega em 4h30: de cada 14, uma fica completamente boa
 
Em situações de parada cardiorrespiratória, observe se a vítima está respirando, se tem algo obstruindo a passagem do ar nas vias aéreas, e inicie a massagem cardíaca, com duas compressões por segundo (mais de 100 por minuto), até o socorro médico chegar.
 
Samu
O ideal é que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado pelo número nacional 192, chegue em até 7 minutos para socorrer casos de mal súbito, parada cardíaca, infarto ou AVC. Se a ambulância demorar demais, 
peça ajuda e vá a um hospital.
O Corpo de Bombeiros também pode ajudar, pelo número 193.
 
Cuidados com a vítima
Não mexa em fraturas, apenas cubra-as com pano limpo se estiver exposta. 
Fraturas de crianças costumam ocorrer mais no cotovelo, quando elas caem. 
Já nos idosos são mais frequentes no pulso e no fêmur, pela fragilidade óssea.
Só remova a pessoa de lugar se houver risco de morte. Mexer no indivíduo pode provocar lesões na medula, paraplegia ou tetraplegia.
Objetos como bengala, guarda-chuva, ripas de madeira e jornais podem servir para amarrar o membro fraturado e virar uma “tipoia”, para controlar a dor e evitar uma piora.
 
'Viva mais leve'
Na série "Viva mais leve", Paulo descobriu que tem gordura no fígado, um quadro que pode evoluir para uma cirrose hepática. Ele também apresenta uma alta glicemia de jejum, o que configura um quadro de pré-diabetes. Além disso, o colesterol dele está alto.
 
Fonte: Bem Estar, Globo – Acesso em 15/07/2013
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/socorro-medico-ainda-na-primeira-hora-ajuda-evitar-sequelas-e-mortes.html