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Cidades do interior de São Paulo enfrentam epidemia de dengue


A 43 dias da Copa do Mundo, e em pleno outono, o aumento no número de casos de dengue preocupa a população de várias cidades do interior de São Paulo.
 
Em Campinas, Hospitais e centros de saúde têm alas especiais só para o atendimento dos casos de dengue. Como a cidade vive uma epidemia, os exames de sorologia para confirmação da doença nem são feitos mais. Os pacientes vão direto para o tratamento dos sintomas.
 
“Muita dor no corpo, muita febre, muito calafrio”, diz um homem.
“É como se tivesse passado um caminhão por cima de você, sabe”, revela uma mulher.
 
De janeiro até agora, são mais de 17 mil casos da doença. Uma morte foi confirmada e quatro estão sendo investigadas.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma das razões da epidemia é o ressurgimento do vírus tipo 1 da doença, que não era registrado na região desde a década de 1990.
Nas ruas, homens do exército cobrem as caixas d'água com telas e eliminam possíveis focos. A prefeitura conseguiu uma liminar na Justiça para entrar em imóveis particulares fechados. E os agentes trabalham em locais que acumulam água, como as piscinas.
 
Para cortar o mal pela raiz é preciso exterminar o mosquito. Se a conscientização ainda é um desafio, uma medida eficaz pode ser um mosquito geneticamente modificado, que interrompe o ciclo de vida do Aedes Aegypti.
 
Depois de acasalar com o mosquito transgênico, as larvas da fêmea, que transmite o vírus, morrem antes de chegar à fase adulta. Nos testes feitos no interior da Bahia, o resultado foi uma redução de até 96% da população do mosquito.
“O mosquito geneticamente modificado, ele é, praticamente, idêntico ao mosquito selvagem. Onde o mosquito selvagem está ocorrendo o mosquito geneticamente modificado também tem as mesmas condições de sobreviver, por isso, é possível ser usado em qualquer lugar do país”, explica Guilherme Trivellato, supervisor do projeto.
 
O número de casos também disparou nas outras regiões do estado. Na capital, houve um aumento de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Taubaté, a situação já configura uma epidemia.
 
Assim como em Pindamonhangaba, onde foi decretado estado de calamidade pública.
 
A população precisa colaborar. “A dengue não escolhe região, classe social, poder aquisitivo. A dengue está aí para todo mundo. Então, não é só um fazer, é todo mundo fazer a sua parte”, diz um homem.
 
A Secretaria de Saúde de Campinas informou que espera uma redução no número de casos de dengue a partir do mês que vem, com a chegada do frio.
 
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde declarou que as ações de apoio aos municípios no combate à doença são constantes e vão continuar durante a Copa.
 
Fonte: Site Jornal Nacional, globo.