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Doenças de verão


Embora o verão seja apreciado por grande parcela dos brasileiros o período também é o de férias para a maioria das famílias. O importante é estar atento às doenças comuns nesta época do ano para não transformar a temporada em um período de resguardo. Desidratação, insolação, dengue, intoxicação alimentar, hepatite A e doenças de pele estão entre as mais frequentes.
 
 
Desidratação
 
Para falar na estação mais quente do ano, é preciso lembrar que é o período em que suamos mais. De modo geral, a pessoa ingere menos líquido do que o corpo perde. Começa com sintomas leves, como mal estar e dor de cabeça, mas nos casos mais graves pode até matar por insuficiência renal. 
A indicação é beber bastante líquido. No mínimo dois litros de água é o consumo ideal para os adultos. Sucos e chás também podem ser ingeridos. Refrigerantes não são muito indicados, porque o líquido não é bem absorvido. A cerveja também não é, pois o álcool possui efeito diurético e a pessoa perde água pela urina. Prefira local arejado e com sombra, use roupas leves. 
 
Insolação
 
A insolação é provocada pela exposição excessiva ao sol. Como consequências, a pessoa pode sentir intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e, até mesmo, a inconsciência. É importante lembrar que não apenas a pessoa que fica diretamente exposto ao sol contrai a doença, pois a areia da praia, por exemplo, também reflete o sol e aumenta a temperatura da pessoa pelo calor. 
Uso de protetor e bloqueador solar é recomendado sempre que tiver qualquer contato com a exposição solar, mesmo em dias nublados, e deve ser reaplicado depois de suar ou entrar em contato com a água.
 
Intoxicação Alimentar
 
A alimentação feita em locais que não possuem higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos ou que deixam eles expostos por longos períodos à temperatura ambiente são os principais causadores da intoxicação alimentar. 
Quando uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Pode causar diarréia, um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo, desidratação grave. Em geral, os sintomas duram poucos dias.
 
Micoses
 
 
No verão temos mais contato com a água, seja transpirando ou pela ida na praia ou na piscina. Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais tempo, o que favorece o aparecimento das micoses - doenças causadas por fungos. A doença pode aparecer nas virilhas, nos pés e nas unhas. 
Inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha, provoca escamação contínua da pele e coceira. Deve-se procurar um dermatologista.
 
Bicho geográfico
 
Larvas presentes em fezes deixadas por cachorros na praia, que penetram na pele dos banhistas. Em geral, na sola dos pés. Elas deixam riscos parecidos com um mapa (daí o nome) e coçam. Prevenção: Não sente diretamente na areia (forre sempre com toalha ou canga) e evite andar descalça. Tratamento: O dermatologista pode indicar a aplicação de pomada ou de tratamento oral.
 
Conjuntivite bacteriana
 
É uma infecção das conjuntivas (aquela pele transparente que recobre os olhos). Entre os sintomas, estão: olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada, fotofobia (dor ao olhar para a luz) e uma sensação de que há areia dentro dos olhos. Às vezes, acontece de as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda. O contágio pode ser através de contato direto com uma pessoa contaminada, compartilhando toalhas, mergulhando no mar em praias poluídas e usando piscinas com tratamento de cloro ausente ou ineficiente.
Para prevenir, não frequente praias impróprias para banho nem piscinas que não estejam devidamente tratadas. Não coloque as mãos nos olhos infectados e evite compartilhar toalhas. Procure um oftalmologista para tratamento.
 
Dengue
 
A dengue é uma das mais conhecidas doenças de verão. Ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que transporta o vírus. Quem é picado pelo inseto pode sentir febre alta, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, além de perder o apetite, ter náuseas e apresentar bolinhas vermelhas por todo o corpo que causam coceiras. 
A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito). Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente, como pneus, pratos de vasos, garrafas, caixas d’água, entre outros. 
 
 
Hepatite A
 
Causada por vírus, a hepatite viral do tipo A, que ataca o fígado. A pessoa pode levar até um mês para desenvolver os sintomas, tempo suficiente para o vírus atacar as células hepáticas, provocando amarelamento da pele, febre, dores de cabeça e musculares e o aumento do tamanho do fígado. Mas nem sempre a pessoa apresenta todos esses sintomas, podendo sentir apenas mal-estar ou sinais de gripe. Neste caso o atendimento médico é fundamental.
 
- Beber de seis a oito copos de líquido por dia. Mantenha seu organismo bem hidratado e abuse de água, sucos naturais e bebidas isotônicas, repondo assim os sais perdidos com a transpiração.  Evite sucos industrializados;
 
- Consuma à vontade legumes, verduras e frutas. As saladas devem ser temperadas com azeite, vinagre e limão. Importante: a maionese pode ser perigosa nessa época do ano, pois contém ovos crus, foco de contaminação de bactérias, favorecendo a ocorrência de diarréia. Evite alimentos gordurosos;
 
- Sanduíches naturais são deliciosos, porém não substituem uma refeição e devem ser preparados na hora que forem consumidos. Eles podem ser uma opção nos lanches durante a manhã e à tarde, como acompanhamento aos sucos.
 
- Os alimentos ricos em vitamina C têm propriedades antioxidantes e ajudam a manter a pele saudável, combatendo os radicais livres. Recomenda-se a ingestão de frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, limão, maracujá e morango) e vegetais verde-escuros (agrião, brócolis, couve, espinafre, rúcula).
 
- Os alimentos também devem receber atenção especial durante o verão, já que o calor possibilita a proliferação de bactérias, e devem ser bem lavados, de preferência deixando por algum tempo em um recipiente com água com algumas gotas de água sanitária adicionadas, com enxague adequado depois. Atenção para a conservação das carnes e, principalmente, de peixes.
 
- Usar óculos escuros com proteção UVA/UVB e chapéu ou boné;
 
- No dia-a-dia também usar protetor solar, principalmente nas áreas expostas do corpo (face, decote, braços e pernas) diariamente.
 
Fonte: Saútil.com.br, acesso em 06/01/2014