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Pedra na vesícula


Pedra na vesícula
O que é?
 
Pedra na vesícula, também chamada como cálculo biliar, é uma doença que se caracteriza pela formação de pedras ou cálculos na vesícula. Quando os cálculos biliares localizam-se na vesícula biliar, a condição é denominada colelitíase. Se localizados nas vias biliares, a condição é denominada coledocolitíase.
 
A pedra na vesícula é uma condição bastante comum, que atinge cerca de 10% a 15% da população, sendo mais prevalente nas mulheres, entre 40 e 50 anos, que já tiveram filhos, estão acima do peso e têm o colesterol alto.
 
Tabagismo, consumo excessivo de gordura, diabetes e casos de pedra na vesícula na família também são considerados fatores de risco, que podem favorecer o desenvolvimento de cálculos biliares.
 
O número, o tamanho, a forma e a cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de mil. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho, iniciando com 1 mm (tamanho de um grão de areia), podendo chegar até 15 cm. 
 
Um pouco mais sobre a vesícula
 
A vesícula é um pequeno órgão, em formato de pera, que fica entre o fígado e o intestino, cuja única função é armazenar a bile, uma substância que é liberada pelo intestino depois das refeições para auxiliar no processo de digestão das gorduras.
 
A bile é composta por sais biliares, colesterol, entre outros componentes. Em algumas pessoas, com o passar do tempo, alguns sais e outras substâncias podem se depositar na vesícula, formando os cálculos e as pedras.
 
Sinais e sintomas
 
Em geral, os sintomas demoram a aparecer. Os sintomas surgem quando a pedra ou o cálculo se aloja nas vias biliares, entupindo os canais. Isso causa muito dor, que pode vir em forma de cólica, aguda ou em intervalos e, normalmente, pode ser sentida na parte superior direita do abdômen. A dor pode irradiar para a parte de trás das costas, na região dos ombros.
 
Sintomas
 
Principais sintomas:
 
- Dor em forma de cólicas;
- Dor na região dos ombros;
- Enjoo e vomito;
- Febre;
- Pele amarelada.
 
Outro sintoma bastante comum pode ser a dor na região superior direita do abdômen, logo após consumir alimentos ricos em gordura. Mas, vale lembrar que sintomas de indigestão são comuns e nem sempre estão ligados à presença de cálculos na vesícula. 
 
Diagnóstico
 
Embora algumas pessoas não apresentam nenhum sintoma ou complicação, a pedra na vesícula é considerada um problema de saúde grave e precisa de tratamento o quanto antes. Isso porque quando os canais biliares estão obstruídos, pode surgir uma infecção, que gera acúmulo de líquido, com criação de bactérias e formação de pus, que leva ao apodrecimento da vesícula, que pode estourar e causar uma infecção generalizada.
 
Outra complicação comum é a icterícia (amarelão), que ocorre em questão de segundos, quando o fígado não consegue transferir a bile para o intestino e o líquido é absorvido pela corrente sanguínea. Por fim, se a pedra for parar no pâncreas, pode causar a pancreatite, que é outra condição que exige tratamento médico de urgência.
 
Sendo assim, o diagnóstico rápido é fundamental para o sucesso do tratamento. O médico vai avaliar o histórico do paciente, assim como vai solicitar exames de sangue e de imagem. O melhor exame para detectar pedras ou cálculos na vesícula é o ultrassom.
 
Tratamento
 
O tratamento vai depender da gravidade dos sintomas, entretanto, na maioria das vezes, a cirurgia para a retirada da vesícula é o tratamento mais adequado. É um procedimento relativamente simples, feito por laparoscopia, ou seja, são feitos pequenos cortes e com o auxílio de uma câmera o médico retira a vesícula.
 
Entretanto, o processo de recuperação pode demorar um pouco e o paciente demora, em média, 15 dias para voltar às atividades rotineiras, como trabalhar, estudar, etc. É preciso repousar e seguir as orientações médicas quanto à dieta. 
 
 
Prevenção
 
Adotar hábitos saudáveis de vida é fundamental para prevenir a pedra na vesícula: 
 
- Evite alimentos gordurosos
- Pratique atividades físicas regularmente
- Mantenha o peso adequado para seu tipo físico
- Faça exames regulares para checar os níveis do colesterol e do triglicérides
- Não fume!
- Os diabéticos devem redobrar a atenção, assim como as pessoas acima do peso
 
Perguntas & Respostas
 
1- É possível viver sem a vesícula?
 
A vesícula não é um órgão vital, portanto podemos viver sem ela. Nos primeiros anos após a cirurgia, o ideal é adotar uma alimentação saudável, evitando alimentos gordurosos. Alguns pacientes podem sentir um aumento do trânsito intestinal, mas esse sintoma tende a melhorar com o passar dos anos.
 
2- É possível tratar a pedra na vesícula sem cirurgia?
 
Sim, mas somente em alguns casos, quando as pedras são formadas de colesterol e quando não há complicações, como infecção ou pancreatite. O problema de não retirar a vesícula é a questão da recorrência, ou seja, mesmo que o medicamento consiga derreter a pedra, outras podem aparecer. Estima-se que mais de 50% dos pacientes voltam a ter pedras em um intervalo de 5 anos.
 
3- Por que as pessoas com pedra na vesícula ficam com amarelão pelo corpo, se o problema não é no fígado?
 
Realmente, as pessoas costumam ligar o amarelão, chamado de icterícia, a problemas no fígado. Entretanto, quando o fígado não consegue transferir a bile para a vesícula, porque a pedra entupiu os canais biliares, vai para a corrente sanguínea, gerando o amarelão. Isso acontece porque a bile é uma substância amarelada.
 
4- Comer muita gordura pode levar a pessoa a desenvolver uma pedra na vesícula?
 
Comer muita gordura é prejudicial e pode provocar várias doenças, entre elas a pedra na vesícula. Alimentos gordurosos engordam, aumentam o colesterol e o triglicérides, podem entupir as artérias, causar acúmulo de gordura no fígado, levando a uma doença chamada de esteatose hepática. Enfim, como se vê, o consumo de gordura deve ser reduzido. Prefira as gorduras boas, presentes nas nozes, castanhas, azeite de oliva, no abacate, etc. Fique longe da gordura saturada, presente nas carnes gordas, na pele do frango, na gordura do porco, no leite integral, na manteiga, etc.
 
Fonte: Saútil.