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Queda de cabelo pode indicar doenças.


Alterações significativas na aparência dos cabelos podem impactar seriamente a auto-estima das pessoas. A queda de cabelos pode causar sérias conseqüências emocionais – tanto para homens como para mulheres.
 
Os cabelos não servem somente como um aliado estético, mas também funcionam como um isolante térmico, protegendo a cabeça das radiações solares.
 
O principal indicativo de cabelos saudáveis é quando a cutícula do cabelo tem um padrão regular. Isso faz com que as moléculas de água e de proteína mantenham-se no cabelo – mantendo-o maleável, com brilho, forte e macio.
 
Mas quando nosso cabelo começa a cair ou está com sua estrutura alterada, isso pode ser indício de doenças.
 
As causas para a queda de cabelo podem ser internas ou externas.
 
Causas Externas
 
As causas externas da queda de cabelo geralmente são provocadas por desgastes por produtos químicos, tais como:
 
Escova progressiva;
Tinturas de má qualidade;
Tração dos fios – como em sessões de alisamento – ou por pressão provocada por penteados que puxam o cabelo para traz;
Acúmulo de resíduos de cremes no couro cabeludo.
Mas a causa da queda não necessariamente é de origem química. Entre as causas comuns de origem não-química estão exposição excessiva aos raios ultravioleta, uso de secadores e escovação brusca.
 
Em ambos os casos, ocorrem anomalias na disposição das cutículas e, conseqüentemente, na estrutura dos fios e do couro cabeludo, deixando-os danificados. Nesses casos – em que as escamas ficam abertas, provocando perda de brilho, umidade e resistência – faz-se necessário um tratamento profundo e intensivo. Esse tratamento deve ser à base de cremes específicos para a recuperação dos fios. Além disso, deve-se parar completamente com o uso dos produtos químicos nos cabelos, até que eles estejam novamente revitalizados.
 
Quando os cabelos estão caindo em grande quantidade ou quando tornam-se mais finos e escassos, não se deve dispensar a consulta a um dermatologista para descobrir com precisão a causa.
 
Os especialistas na área irão avaliar o problema do paciente, buscando informações sobre sua dieta, uso de medicamentos, vitaminas tomadas nos últimos seis meses, histórico familiar e doenças recentes. No caso de mulheres que apresentam esta queixa, o médico deve perguntar sobre o ciclo menstrual, gravidez e menopausa.
 
A próxima etapa é fazer um exame do couro cabeludo, analisando os fios de cabelo ao microscópio. Testes laboratoriais mais específicos também podem ser indicados, como por exemplo, a biópsia do couro cabeludo.
 
Causas Internas
 
Má Alimentação
 
Uma alimentação rica em vitaminas e proteínas é essencial para o fortalecimento dos fios. Por isso, para obter os nutrientes necessários, procure seguir uma dieta equilibrada que contenha:
 
Zinco, presente em alimentos como carne vermelha, frango e peixe;
Aminoácidos lisina, cisteína e prolina, presentes em carnes;
Beta-caroteno, presente em vegetais alaranjados como cenoura e folhas de cor verde-escura;
Vitaminas do complexo B, presentes em grãos, nozes, legumes, cereais integrais.
O ferro é um dos componentes mais importantes para a saúde do cabelo. A reserva de ferro no organismo deve estar alta. Algumas pessoas não ingerem ou não absorvem bem o ferro. Mulheres com o período menstrual muito longo ou com grande volume perdem muito ferro e ficam anêmicas. A detecção da redução do ferro no sangue é feita através de exames laboratoriais, podendo esta ser corrigida pelo uso de comprimidos ou medicações que contenham ferro.
 
Pós-parto
 
Geralmente após o parto, ocorrem casos de queda de cabelo em algumas mulheres. Porém, essa queda é perfeitamente normal, ocorrendo enquanto o organismo da mulher se recupera dos desequilíbrios hormonais da gravidez. Outro fator agravante é a amamentação — período em que a mãe dispõe de muitos nutrientes para o bebê através do leite.
 
A queda de cabelo normalmente inicia-se de 2 a 3 meses após o parto, normalizando-se naturalmente no prazo de 1 a 6 meses.
 
Durante este período, valem os conselhos habituais: evite banhos muito quentes, escovação exagerada e realize massagens no couro cabeludo com as pontas dos dedos. Não há restrições após o parto com relação ao uso de tinturas, tonalizantes e procedimentos químicos – como permanente e alisamento.
 
Micoses do couro cabeludo
 
Essa infecção é contagiosa e mais comum em crianças.
 
Inicialmente formam-se pequenas áreas de descamação que podem se estender e resultar em áreas de fios quebradiços, eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e infiltração. O tratamento deve ser feito através de medicação oral.
 
Uso das pílulas anticoncepcionais
 
Mulheres que apresentam queda de cabelos ao utilizarem pílulas anticoncepcionais geralmente já apresentam uma tendência prévia a terem menor quantidade de cabelos. Se a queda efetivamente ocorrer, a usuária deverá consultar seu ginecologista na tentativa de substituir o anticoncepcional usado.
 
Quando a mulher interrompe o uso do anticoncepcional, ela poderá perceber que a queda do cabelo inicia-se de 2 a 3 meses após esta interrupção, podendo permanecer até 6 meses.
 
Distúrbios da glândula tireóide
 
Com relação à produção dos hormônios da tireóide, tanto a diminuição (hipotireoidismo) como o aumento (hipertireoidismo) podem ser causas de queda de cabelo. Estas alterações podem ser diagnosticadas através de exames laboratoriais. O tratamento correto das doenças da tireóide pode corrigir efetivamente a perda capilar.
 
Febre alta e infecções
 
Uma gripe forte pode levar a uma queda excessiva dos cabelos por algum tempo, cessando espontaneamente.
 
Tratamentos para câncer (quimioterapia e radioterapia)
 
Alguns tipos de tratamentos para câncer farão com que as células responsáveis pelo crescimento dos cabelos parem de se multiplicar. Os cabelos começam, então, a ficar finos e quebradiços. Isto ocorre cerca de 1 a 3 semanas após o início do tratamento. Pacientes podem chegar a perder mais de 90% dos seus cabelos. Depois de terminado o tratamento, o crescimento capilar reinicia-se normalmente.
 
Cirurgia e medicação intensa
 
Alguns medicamentos usados no tratamento de gota, artrite, depressão, problemas cardíacos, hipertensão arterial e anemia contribuem para o problema. O excesso de vitamina A também pode levar à queda.
 
Calvície hereditária
 
É a causa mais comum, sendo que esta tendência pode ser herdada tanto do lado materno quanto do lado paterno da família.
 
Alopecia Areata
 
É o tipo de queda de cabelo que leva a uma área pequena e arredondada totalmente sem cabelos (“pelada”).
 
Outras causas
 
O estresse psíquico;
Tabagismo;
Abuso de bebidas alcoólicas;
Menopausa;
Ovários policísticos.
 
Fonte: Beleza e Saúde