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Você é o que você come


Você é o que você come 
 
Segundo dados do Ministério da Saúde, o consumo de frutas e hortaliças por boa parte da população é ínfimo: apenas 22,7% da população ingere a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já o consumo de gordura saturada, a mais prejudicial para a saúde, atinge 31,5% da população e os refrigerantes tem um público fiel, que consume as bebidas açucaradas pelo menos cinco vezes por semana. 
 
Não é difícil imaginar que com péssimos hábitos alimentares, a saúde do brasileiro está cada vez pior. Alimentos industrializados contêm uma grande quantidade de sódio, conservantes, corantes, aromatizantes, açúcar, gordura hidrogenada e outras substâncias que prejudicam o organismo. 
 
Efeitos na saúde 
 
Quando você exagera nos alimentos pouco saudáveis, seu corpo logo dá sinais. Inchaço, sono alterado, alergias, desconforto estomacal, diarreia ou prisão de ventre, queda de cabelo, oleosidade excessiva na pele e nos cabelos, dores de cabeça e cansaço. Esses são alguns sintomas, que quando não estão relacionados a nenhum outro tipo de problema de saúde, podem ser causados pela má alimentação. O cigarro e o álcool são igualmente prejudiciais para o organismo. 
 
Mas são prejudiciais de que maneira?
 
Primeiramente, o álcool e as gorduras sobrecarregam o fígado; o sódio os rins, o açúcar eleva as taxas de glicose e quase todos os produtos industrializados aumentam a quantidade de radicais livres, que podem causar problemas na estrutura do DNA, levando ao desenvolvimento de várias doenças, como o câncer, por exemplo. 
 
A relação dos radicais livres e dos antioxidantes
 
Todas as células do organismo precisam de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia. A queima de oxigênio pelas células é conhecida pelo termo oxidação. É neste processo que são liberadas moléculas de radicais livres. Isso acontece o tempo todo no organismo. Entretanto, as células expostas a dezenas de ataques de radicais livres por dia, têm enzimas protetoras que reparam 99% dos danos causados pela oxidação. 
 
Os radicais livres também podem ser produzidos por fatores externos como o tabagismo, por meio da ingestão de bebida alcóolica, pela poluição ambiental, pela radiação, pela luz solar, pelo consumo de alimentos com agrotóxicos, entre outros. Infelizmente, hoje em dia, o estresse diário combinado com a idade e com as deficiências nutricionais (alimentação rica em gorduras saturadas, açúcares e pobre em frutas, verduras e legumes), contribuem para o aparecimento dos radicais livres no organismo. 
 
Os radicais livres são altamente reativos e podem participar de reações colaterais indesejáveis, resultando em danos celulares. Muitas formas de câncer são consideradas como o resultado de reações entre os radicais livres e o DNA, resultando em mutações que podem afetar negativamente o ciclo celular e, potencialmente, levar à malignidade. Além disto, os radicais livres aceleram o processo de envelhecimento e estão relacionados com as doenças cardíacas, com o Mal de Parkinson e com a doença de Alzheimer.
 
Apesar dos efeitos citados anteriormente, é um mito pensar que os radicais livres não têm uma função importante no organismo. Ao contrário, eles são muito úteis e nosso corpo não vive sem eles, pois são indispensáveis às defesas contra as infecções, por exemplo. O que deve ficar claro é que o excesso dessas substâncias no corpo é prejudicial à saúde.
 
Se pensarmos que os radicais livres geram a oxidação das células, a solução para os efeitos negativos seria justamente uma substância com o poder de combater esse processo. E é aqui que entram os antioxidantes, moléculas com carga positiva, que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos. Sendo assim, essas substâncias teriam a capacidade de anular a ação de oxidação desses radicais, daí o nome antioxidante. 
 
E onde estão os antioxidantes? Nos alimentos!
 
Uma alimentação rica em vegetais, incluindo frutas diversas, leguminosas, cereais e hortaliças é a melhor proteção contra os radicais livres. Inúmeros estudos mostram que os antioxidantes, presentes nesses alimentos, neutralizam a ação dos radicais livres e diminuem o risco de uma série de doenças, inclusive o envelhecimento precoce. 
 
A nutrição funcional estuda como os alimentos podem contribuir para melhorar a saúde. E a partir desses estudos, surgiu a dieta detox, que segundo especialistas chama-se destoxificação que tem como objetivo eliminar certas toxinas do organismo, por meio das fezes e da urina. 
 
Embora todas as células sejam beneficiadas com a dieta, as do fígado e do intestino são as que mais se beneficiam, uma vez que o fígado contém aproximadamente 60% das enzimas necessárias para o processo e o intestino 20%. 
 
A dieta de destoxificação ajuda o organismo a eliminar, naturalmente, substâncias tóxicas que consumimos, principalmente, por meio dos alimentos industrializados, com altas quantidades de aditivos químicos. 
 
Como a dieta funciona?
 
A primeira regra é procurar um nutricionista especializado em nutrição funcional. Outro ponto é que a dieta de destoxificação não é um estilo de vida, não deve ser adotada por períodos maiores que 30 dias e não serve para perder
 
Alimentos com potencial de intoxicação:
 
  • gorduras saturadas, trans e hidrogenadas
  • açúcar
  • corantes, aromatizantes, espessantes, edulcorantes e demais aditivos químicos
 
Como funciona
 
A duração pode ser de 6 a no máximo 30 dias. O plano alimentar é dividido em dois períodos, que podem se intercalar. Em geral, na primeira fase a recomendação é consumir frutas, verduras e legumes orgânicos, uma vez que os agrotóxicos são extremamente prejudiciais para a saúde. Leguminosas, cereais integrais, oleaginosas, ovo caipira e óleo extravirgem também podem entrar na primeira etapa. Na segunda, a dieta inclui arroz integral. 
 
Na detox, os alimentos industrializados, as gorduras saturadas e trans, o açúcar e os embutidos ficam de fora. Há redução do uso de sal e aumento do uso de temperos naturais. 
 
Benefícios 
 
  • melhora da função intestinal e hepática
  • redução do inchaço 
  • melhora no aspecto da pele, cabelos e unhas
  • prepara o corpo para a reeducação alimentar

 

Alerta
 
O organismo humano precisa de mais de 40 nutrientes por dia para preencher as necessidades de vitaminas e minerais. Dietas restritivas não são recomendadas e, comprovadamente, os resultados obtidos sempre são de curto prazo e provocam o “efeito sanfona”. A dieta de destoxificação só deve ser feita com orientação de um profissional de saúde especializado, no caso um nutricionista. 
 
O mais importante é ter a consciência de que o correto é adotar uma alimentação saudável todos os dias, sem necessidade de restrição alimentar, naturalmente diminuindo o consumo de alimentos industrializados, ricos em calorias e pobre em nutrientes. Além disso, é fundamental parar de fumar e diminuir o consumo de bebida alcoólica, além de praticar atividade física todos os dias. 
 
Invista nos alimentos naturais, ou seja, frutas, verduras, legumes, peixes, grãos integrais, chás, temperos naturais, sucos de fruta feitos na hora. Quanto mais natural a alimentação, menor a chance de você deixar seu organismo sobrecarregado com toxinas. 
 
-Como eu sei que meu organismo está “intoxicado”?
 
A falta de energia ou aquele cansaço que não passa nem com uma boa noite de sono podem ser os primeiros sinais. Perda da memória, mau funcionamento da tireoide, inchaço, dor de cabeça, tensão pré-menstrual, acne, queda de cabelo, unhas quebradiças, gordura no fígado, entre outros também indicam uma alimentação disfuncional e rica em toxinas. 
 
2-Há comprovação científica ou estudos sobre a eficácia da dieta detox?
 
Ainda não. Embora muitas pessoas estejam seguindo essa dieta, não há comprovação de seu efeito. Mas, é natural que uma pessoa que tenha uma má alimentação e adote uma alimentação saudável durante um período acabe apresentando melhora da saúde. 
 
3-Para que servem os sucos desintoxicantes? 
 
Eles podem fazer parte da dieta detox, assim como podem ser incluídos no dia a dia, como uma maneira de aumentar a ingestão de frutas e vegetais. A couve é o alimento mais usado nos sucos, pois contém propriedades importantes para o organismo. Geralmente, o suco é rico em fibras que estimulam o trânsito intestinal. Alguns alimentos também ajudam a eliminar líquido. 
 
4-O que é nutrição funcional? 
 
É uma área da nutrição que estuda os nutrientes e suas propriedades terapêuticas. A nutrição funcional estuda os sintomas e sinais de cada paciente para levantar quais são as carências ou excessos de nutrientes. Através desse trabalho pode corrigir os desequilíbrios que geram processos alérgicos, ganho ou perda de peso, entre outros problemas. A Nutrição Funcional – há mais de 10 anos no Brasil – conta com o respaldo científico do The Institute For Functional Medicine e do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional fundado em 2004.
 
Fonte: Centro Brasileiro de Nutrição Funcional